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O quiprocó da Paulo Gustavo em SG e a empresa de Brasília

Por Helcio Albano

Secretári Júlia Sobreira ao final da reunião com o FGC realizada no dia 2/1/Foto: Helcio Albano
Secretári Júlia Sobreira ao final da reunião com o FGC realizada no dia 2/1/Foto: Helcio Albano

Quem é de Gonça City e não esteve em Marte na última semana está acompanhando o quiprocó da Lei Paulo Gustavo (LPG) na cidade causado pela Secretaria de Turismo e Cultura de São Gonçalo. A turma responsável em conduzir a implantação da lei federal de fomento à Cultura no município vem se superando em erros - alguns gravíssimos - e bateção de cabeça.


O processo vinha caminhando bem. E até acreditamos, na figura da secretária Júlia Sobreira, que um governo de direita poderia entregar um edital bem construído com participação efetiva dos atores da Cultura. Ledo engano.



Os primeiros resultados publicados no apagar das luzes 2023 vieram eivados de erros. Alguns grosseiros, encarados pela Secretaria como meros "erros materiais" que seriam reparados numa "corrigenda" no DO que não veio, como prometido numa reunião em 2/1 com representantes do Fórum Gonçalense de Cultura (FGC).


Este escriba, agente de cultura, cidadão gonçalense e sabedor da importância da fase de seleção dos projetos para a lisura do processo, procurou a secretária pelo canal que dispunha, o Instagram, para fazer uma indagação direta, em 8 de dezembro:


" Já foi formada a comissão de pareceristas? Será realmente uma empresa que fará o processo?"


O mesmo questionamento fiz pelo email institucional da Secretaria. Em ambos os casos, silêncio. Só quebrado pela revolta dos fazedores de Cultura na noite de 29 de dezembro.


E agora sabemos - com informações que hão de ser confirmadas - que a empresa contratada para selecionar os projetos que valem R$ 7,5 milhões, o Instituto Joãsinho Trinta, sediado em Brasília, tem toda pinta de ser de fachada.


Ai de ti, São Gonçalo!



Plus

Se bem pontuado estivesse, muito provavelmente meu altruísmo seria colocado à prova antes de me juntar ao coro dos descontentes com o certame.


Por isso entendo o silêncio dos aptos e bem pontuados, que no fundo mal disfarçam sua contrariedade com o movimento de contestação do processo encabeçado pelo FGC.


Mas a gente precisa ter responsabilidade e bom-senso. Falo isso como agente de cultura, que tem uma empresa na cidade e que não pensa em sair de São Gonçalo.


Bônus

A Paulo Gustavo vai injetar no município R$ 7,5 milhões e a Aldir Blanc mais R$ 5,5 milhões por ano até 2027 de dinheiro federal.


Então, se houver bundalelê agora com a LPG e isso se comprovar - o que, convenhamos, não será difícil se o processo continuar -, esquece qualquer tipo de fomento federal daqui pra frente.


Pelo menos até os problemas - que se juntam a outros já identificados pelo MP - serem sanados.


Bônus-Track

Que possamos botar a mão na cabeça, segurar nosso individualismo e pensar nos riscos que é legitimar esse edital da forma como está sendo (des)conduzido.


Temos uma oportunidade única nas mãos de profissionalizar a área da Cultura em São Gonçalo.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.