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Douglas Ruas monta governo sob disputa por cargos e resistência nas polícias

há 1 minuto
2 min de leitura

Governador eleito escolhe aliados para áreas estratégicas, articula sucessão na Alerj e pretende reunir as polícias Civil e Militar sob comando único; nomes ligados a São Gonçalo ganham espaço na transição


Douglas Ruas/Foto: EBC
Douglas Ruas/Foto: EBC


O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), começou a definir o comando de sua futura administração em meio a disputas por espaço dentro do próprio partido. A composição do secretariado, prevista para ser apresentada nesta terça-feira (3), envolve aliados de São Gonçalo, dirigentes do PL e parlamentares que participaram de sua campanha.


A socióloga Maria Gabriela Bessa, atual secretária estadual das Cidades, foi escolhida para a Casa Civil, segundo informações publicadas pela imprensa. O deputado estadual Jair Bittencourt, que atuou na campanha de Ruas no interior, aceitou o convite para a Secretaria de Governo. Bruno Bonetti, dirigente do PL e primeiro suplente do senador Romário, foi indicado para Comunicação e Relações Institucionais.


A vice-governadora eleita, Fernanda Louback, deverá assumir a Secretaria de Inclusão e da Mulher.


Os nomes revelam a intenção de Ruas de manter áreas centrais da administração sob responsabilidade de pessoas próximas. Reportagem da Folha de S.Paulo aponta que o governador eleito procura limitar a divisão de cargos entre diferentes grupos do PL, incluindo aliados do senador Flávio Bolsonaro.


Segurança pública provoca resistência

O principal conflito envolve a proposta de extinguir o status de secretaria das polícias Civil e Militar, subordinando seus comandos à Secretaria de Segurança Pública.


A mudança retomaria, em parte, o modelo anterior a 2019, quando o então governador Wilson Witzel extinguiu a Secretaria de Segurança. A pasta foi recriada por Cláudio Castro em 2023, mas as corporações permaneceram com estruturas próprias.


Ruas defende maior integração operacional e administrativa. A proposta, entretanto, enfrenta resistência de setores das corporações e de aliados políticos preocupados com a perda de autonomia e influência sobre as nomeações.


Até o momento, não foi identificado ato oficial que efetive a reorganização.


São Gonçalo na transição e disputa pela Alerj

A equipe de transição formalizada no Diário Oficial inclui Maria Gabriela Bessa, Bruno Bonetti, Anderson Monteze e Fábio Araújo.


Este último foi secretário municipal de Governo na administração de Capitão Nelson, pai de Douglas Ruas, antes de acompanhar o governador eleito na Secretaria estadual das Cidades. Bessa também trabalhou com Ruas nessa pasta.


Na Assembleia Legislativa, o PL escolheu o deputado Anderson Moraes para disputar a presidência da Casa. Próximo à família Bolsonaro, Moraes enfrenta a possibilidade de uma candidatura do petista André Ceciliano, ex-presidente da Alerj.


A definição do comando da Assembleia interessa diretamente ao novo governador, que dependerá dos deputados para aprovar mudanças administrativas, projetos orçamentários e propostas de segurança pública.


A montagem do governo ainda depende da formalização das nomeações e da definição de áreas como Saúde e Educação. As escolhas anunciadas até agora indicam quem deverá ocupar posições estratégicas, mas não encerram as negociações entre os grupos políticos que sustentaram a eleição de Ruas.


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