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Problemas no telhado de creche municipal provocam rodízio de crianças e revolta de moradores em São Gonçalo

há 7 horas
3 min de leitura

Mãe denuncia atendimento parcial na UMEI Formando Vidas, no Mutuaguaçu, e cobra providências da Prefeitura; mulher que afirma ter trabalhado na unidade diz que problemas na cobertura são antigos


UMEI/Foto: reprodução Google Maps
UMEI/Foto: reprodução Google Maps

Problemas no telhado da Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) Formando Vidas, no Mutuaguaçu, em São Gonçalo, estariam comprometendo o funcionamento da creche e obrigando a adoção de um sistema de rodízio de turmas. A denúncia foi publicada no Facebook por Priscila Vieira, mãe de duas crianças matriculadas na unidade, que marcou o Jornal Daki para dar visibilidade à situação.


Segundo a responsável, as crianças estão frequentando a creche apenas parcialmente, o que prejudica tanto as atividades pedagógicas quanto a rotina das famílias que dependem do atendimento para trabalhar.


“Na UMEI Formando Vidas, o problema com o telhado tem afetado o funcionamento da creche, levando à adoção de um sistema de rodízio de turmas, em que as crianças frequentam a unidade apenas parcialmente”, relatou.


Localizada na Estrada da Conceição, nº 656, a creche integra a rede municipal de ensino e atende famílias da região do Mutuaguaçu.



Trabalhadores são prejudicados

Além de mãe de alunos, Priscila é educadora. Na publicação, ela destaca que o problema ultrapassa os limites da unidade escolar, atingindo principalmente famílias trabalhadoras.

A redução do atendimento obriga responsáveis a reorganizar suas jornadas, procurar alternativas para cuidar dos filhos e enfrentar dificuldades para conciliar emprego e responsabilidades familiares.


“Não podemos aceitar obras demoradas, serviços malfeitos e a falta de soluções efetivas para garantir um ambiente seguro e adequado às nossas crianças”, escreveu.


A denunciante pede mobilização para cobrar o conserto do telhado e a normalização das atividades.


Ex-funcionária diz que problema é antigo

A publicação provocou manifestações de moradores, educadores e pessoas que conhecem a realidade da unidade.


Uma das reações mais relevantes veio de Claudette Frauche Velloso, que afirma ter trabalhado durante anos na UMEI Formando Vidas.


“Trabalhei anos na Formando Vidas, o telhado sempre foi problema”, escreveu. Na mesma manifestação, criticou a situação das escolas municipais.


O depoimento sugere que as dificuldades com a cobertura podem ser anteriores à denúncia atual. Ainda não há confirmação sobre quando os problemas começaram ou se foram realizados reparos anteriores.


Emilia Chalfen também criticou as condições das unidades escolares: “É a educação sucateada em nosso município. Total descaso com os espaços de educação”.


Fernanda Ferreira defendeu a mobilização das famílias: “Pais e responsáveis, tem que brigar pelos direitos dessas crianças, juntos somos fortes”.


Já Henrique Nascimento sugeriu que os responsáveis procurassem vereadores para ajudar a encaminhar a demanda à administração municipal.


A discussão também ganhou contornos políticos. Rose Pereira afirmou que a defesa da educação pública deveria ultrapassar divergências partidárias e representar um compromisso permanente com as crianças.


Outros participantes manifestaram indignação com a situação da educação municipal.


Prefeitura precisa explicar situação

Os relatos levantam questões sobre o histórico de manutenção da UMEI Formando Vidas, a segurança das instalações e as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Educação.


A Prefeitura precisa esclarecer quando identificou os problemas no telhado, se houve intervenções anteriores, quantas crianças estão sendo afetadas pelo rodízio e qual o prazo previsto para o restabelecimento integral das atividades.


Também é necessário informar como a rede municipal pretende garantir a continuidade do atendimento enquanto os reparos não forem concluídos.


Até o momento, os relatos apresentados não permitem confirmar a existência de falhas em obras anteriores nem estabelecer responsabilidades técnicas pela situação.


Para as famílias, entretanto, a consequência descrita é imediata: crianças com atendimento reduzido e responsáveis enfrentando dificuldades para cumprir suas jornadas de trabalho.


A denúncia de Priscila Vieira e as manifestações de outros moradores colocam a UMEI Formando Vidas no centro de uma cobrança por manutenção, segurança e garantia do direito à educação infantil.


O Jornal Daki procurou a Prefeitura de São Gonçalo que, em nota, informou que "está realizando, neste momento, o reparo no telhado da unidade e, por conta da manutenção no local, a Umei está funcionando em esquema de rodízio de turmas, para que o reparo seja feito o mais rápido possível, com prazo de 15 dias. A Secretaria esclarece ainda que os danos do telhado não foram solucionados na última semana por conta do grande volume de chuvas registrado no município. A Secretaria informa que não há risco estrutural no prédio".


Atualizado às 15h35min.

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