Problemas no telhado de creche municipal provocam rodízio de crianças e revolta de moradores em São Gonçalo
Mãe denuncia atendimento parcial na UMEI Formando Vidas, no Mutuaguaçu, e cobra providências da Prefeitura; mulher que afirma ter trabalhado na unidade diz que problemas na cobertura são antigos

Problemas no telhado da Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) Formando Vidas, no Mutuaguaçu, em São Gonçalo, estariam comprometendo o funcionamento da creche e obrigando a adoção de um sistema de rodízio de turmas. A denúncia foi publicada no Facebook por Priscila Vieira, mãe de duas crianças matriculadas na unidade, que marcou o Jornal Daki para dar visibilidade à situação.
Segundo a responsável, as crianças estão frequentando a creche apenas parcialmente, o que prejudica tanto as atividades pedagógicas quanto a rotina das famílias que dependem do atendimento para trabalhar.
“Na UMEI Formando Vidas, o problema com o telhado tem afetado o funcionamento da creche, levando à adoção de um sistema de rodízio de turmas, em que as crianças frequentam a unidade apenas parcialmente”, relatou.
Localizada na Estrada da Conceição, nº 656, a creche integra a rede municipal de ensino e atende famílias da região do Mutuaguaçu.
Trabalhadores são prejudicados
Além de mãe de alunos, Priscila é educadora. Na publicação, ela destaca que o problema ultrapassa os limites da unidade escolar, atingindo principalmente famílias trabalhadoras.
A redução do atendimento obriga responsáveis a reorganizar suas jornadas, procurar alternativas para cuidar dos filhos e enfrentar dificuldades para conciliar emprego e responsabilidades familiares.
“Não podemos aceitar obras demoradas, serviços malfeitos e a falta de soluções efetivas para garantir um ambiente seguro e adequado às nossas crianças”, escreveu.
A denunciante pede mobilização para cobrar o conserto do telhado e a normalização das atividades.
Ex-funcionária diz que problema é antigo
A publicação provocou manifestações de moradores, educadores e pessoas que conhecem a realidade da unidade.
Uma das reações mais relevantes veio de Claudette Frauche Velloso, que afirma ter trabalhado durante anos na UMEI Formando Vidas.
“Trabalhei anos na Formando Vidas, o telhado sempre foi problema”, escreveu. Na mesma manifestação, criticou a situação das escolas municipais.
O depoimento sugere que as dificuldades com a cobertura podem ser anteriores à denúncia atual. Ainda não há confirmação sobre quando os problemas começaram ou se foram realizados reparos anteriores.
Emilia Chalfen também criticou as condições das unidades escolares: “É a educação sucateada em nosso município. Total descaso com os espaços de educação”.
Fernanda Ferreira defendeu a mobilização das famílias: “Pais e responsáveis, tem que brigar pelos direitos dessas crianças, juntos somos fortes”.
Já Henrique Nascimento sugeriu que os responsáveis procurassem vereadores para ajudar a encaminhar a demanda à administração municipal.
A discussão também ganhou contornos políticos. Rose Pereira afirmou que a defesa da educação pública deveria ultrapassar divergências partidárias e representar um compromisso permanente com as crianças.
Outros participantes manifestaram indignação com a situação da educação municipal.
Prefeitura precisa explicar situação
Os relatos levantam questões sobre o histórico de manutenção da UMEI Formando Vidas, a segurança das instalações e as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Educação.
A Prefeitura precisa esclarecer quando identificou os problemas no telhado, se houve intervenções anteriores, quantas crianças estão sendo afetadas pelo rodízio e qual o prazo previsto para o restabelecimento integral das atividades.
Também é necessário informar como a rede municipal pretende garantir a continuidade do atendimento enquanto os reparos não forem concluídos.
Até o momento, os relatos apresentados não permitem confirmar a existência de falhas em obras anteriores nem estabelecer responsabilidades técnicas pela situação.
Para as famílias, entretanto, a consequência descrita é imediata: crianças com atendimento reduzido e responsáveis enfrentando dificuldades para cumprir suas jornadas de trabalho.
A denúncia de Priscila Vieira e as manifestações de outros moradores colocam a UMEI Formando Vidas no centro de uma cobrança por manutenção, segurança e garantia do direito à educação infantil.
O Jornal Daki procurou a Prefeitura de São Gonçalo que, em nota, informou que "está realizando, neste momento, o reparo no telhado da unidade e, por conta da manutenção no local, a Umei está funcionando em esquema de rodízio de turmas, para que o reparo seja feito o mais rápido possível, com prazo de 15 dias. A Secretaria esclarece ainda que os danos do telhado não foram solucionados na última semana por conta do grande volume de chuvas registrado no município. A Secretaria informa que não há risco estrutural no prédio".
Atualizado às 15h35min.
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