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Prefeitura descumpre prazo e adia formação de comitê da população de rua em São Gonçalo

há 9 minutos
2 min de leitura

Decreto previa composição em 60 dias, mas Prefeitura só convocou reunião para 14 de dezembro; instalação efetiva do CIAMP Rua pode ficar para 2027


Ação integrada em São Gonçalo/Crédito: O Dia
Ação integrada em São Gonçalo/Crédito: O Dia

A Prefeitura de São Gonçalo descumpriu o prazo estabelecido para a formação do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para a População em Situação de Rua (CIAMP Rua). O atraso foi reconhecido pela Secretaria Municipal de Assistência Social em edital publicado no Diário Oficial de quarta-feira (4).


Criado pelo Decreto nº 349, de 29 de julho de 2026, o comitê tem como finalidade acompanhar as políticas públicas voltadas às pessoas em situação de rua, com participação de representantes do poder público e da sociedade civil.


A legislação municipal estabeleceu prazo de 60 dias para a realização do fórum destinado à composição do colegiado.


Em 19 de agosto, durante ação no Centro Pop, no Mutondo, a Prefeitura anunciou o início dos trabalhos do CIAMP Rua. Na ocasião, o secretário de Assistência Social, Felippe Mattos, destacou a importância do comitê para a construção de políticas públicas adequadas. O processo de composição, entretanto, não foi concluído no prazo previsto.


O novo edital convoca reunião ampliada para 14 de dezembro, às 10h, no Centro Cultural Joaquim Lavoura. As organizações interessadas em participar deverão apresentar a documentação exigida até 4 de dezembro.


Com o fórum marcado para as últimas semanas do ano, existe a possibilidade de que a instalação efetiva do comitê fique para 2027. O calendário divulgado, porém, não estabelece data para o início de seu funcionamento.


A formação do CIAMP Rua mobiliza organizações que atuam na defesa dos direitos da população em situação de rua. Em setembro, o Fórum Permanente de Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua do Rio de Janeiro e a Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Niterói promoveram articulações para discutir a participação no colegiado.


Entre os aspectos relevantes está a representação das próprias pessoas em situação de rua, cuja participação é fundamental para que as políticas considerem suas necessidades e experiências.


Dados do Cadastro Único referentes a maio de 2026 apontavam 484 pessoas em situação de rua cadastradas em São Gonçalo. O levantamento não representa necessariamente a totalidade dessa população no município. O atraso não implica interrupção dos serviços já existentes, mas o mecanismo específico de participação e acompanhamento previsto pelo decreto ainda depende da conclusão de sua composição.


A Prefeitura retoma essa etapa com a nova convocação, mas não informou quando o CIAMP Rua estará formalmente instalado.


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