Democratas conquistam maioria na Câmara e no Senado em derrota para Trump
Oposição obtém 228 cadeiras na Câmara e ao menos 54 no Senado; “onda azul” supera projeções e muda equilíbrio de forças legislativas pelo resto do governo

O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas Casas do Congresso americano nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3). Com a contagem em andamento, a oposição ao presidente Donald Trump obteve 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos. No Senado, os democratas garantiram ao menos 54 dos 100 assentos.
A chamada “onda azul” foi maior do que a esperada em projeções antes do pleito. Trump afirmou em sua rede social que seu nome não estava nas cédulas, mas que, se estivesse, seu partido teria vencido “de lavada”. Ainda na noite desta terça, declarou ao The New York Times estar “absolutamente disposto a aceitar esses resultados” e preparado para trabalhar com a oposição.
No Senado, a margem era pequena. O partido precisava defender todas as cadeiras que já ocupava e conquistar pelo menos dois estados que votaram massivamente em Trump em 2024. No Texas, o democrata James Talarico, 37, conquistou uma cadeira pelo estado tradicionalmente republicano, após décadas de derrotas. Seu adversário, o procurador-geral Ken Paxton, recebeu centenas de milhões de dólares em doações de Elon Musk.
Em Ohio e no Kansas, as disputas também favoreceram os democratas, com Sherrod Brown derrotando Jon Husted, e Adam Hamilton vencendo Roger Marshall. Em Iowa, Josh Turek venceu Ashley Hinson. Na Carolina do Sul, Annie Andrews venceu Darline Graham, tornando-se a primeira democrata eleita ao Senado pelo estado desde 1998.
Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper derrotou Michael Whatley, apoiado por Trump. Em New Hampshire, Chris Pappas venceu John Sununu e será o primeiro homem abertamente gay a integrar o Senado americano.
O histórico das midterms joga contra os republicanos: o partido do presidente em exercício perdeu espaço no Congresso em todas as eleições de meio de mandato desde a Segunda Guerra Mundial, com exceção de duas ocasiões. A aprovação de Trump está próxima de seus piores índices, em meio à insatisfação com a guerra contra o Irã, a alta dos combustíveis e o aumento do custo de vida.
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