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Com recursos federais, Praia das Pedrinhas chega à fase final com aditivos e calçadão sem árvores

há 59 minutos
3 min de leitura

Revitalização em São Gonçalo tem contrato inicial de R$ 4,9 milhões, registra duas alterações contratuais e continua sem data de inauguração. Imagens recentes mostram a falta de arborização na nova orla


Por Cláudio Figueiras


Calçadão atual da orla/Foto: reprodução
Calçadão atual da orla/Foto: reprodução



A revitalização da Praia das Pedrinhas, em São Gonçalo, chega à fase final com uma contradição visível: o novo calçadão ganhou pavimentação, iluminação e equipamentos de lazer, mas não tem árvores ao longo de um extenso trecho do passeio. A obra, executada pela Prefeitura com recursos predominantemente federais, também registra dois documentos de aditivos contratuais e continua sem data anunciada para inauguração.


O financiamento federal é um dos principais componentes do empreendimento. O Contrato de Repasse nº 943364/2023 prevê investimento global de R$ 11.820.736, dos quais R$ 11.700.736 são recursos da União e R$ 120 mil de contrapartida municipal. A participação federal corresponde a aproximadamente 99% do valor desse instrumento.


A revitalização da Praia das Pedrinhas, em São Gonçalo, está perto de terminar, mas ainda deixa questões sem resposta. A obra, realizada pela Prefeitura com dinheiro do governo federal, ganhou um novo calçadão, iluminação e espaços de lazer. No entanto, imagens recentes mostram uma extensa área pavimentada sem árvores, enquanto o custo final e a data de inauguração continuam indefinidos.


O governo federal é responsável pela maior parte dos recursos destinados ao projeto. Um dos acordos firmados para financiar a revitalização prevê R$ 11,8 milhões, dos quais R$ 11,7 milhões vêm da União e R$ 120 mil são de responsabilidade da Prefeitura.


Segundo o município, o dinheiro foi conseguido por meio dos ministérios das Cidades e do Turismo, com emendas parlamentares dos deputados federais Altineu Côrtes (PL) e Carlos Jordy (PL).


A primeira etapa foi contratada por R$ 4,9 milhões, com a empresa Infratech Engenharia. Os documentos da Prefeitura mostram que o contrato passou por duas alterações, mas ainda não foi possível confirmar se elas aumentaram o valor da obra ou ampliaram o prazo de execução. Como o projeto foi dividido em etapas, o investimento total pode ser superior ao valor dessa contratação.


Em julho, a Prefeitura anunciou que 70% dos trabalhos estavam concluídos e prometeu a entrega ainda no segundo semestre de 2026. Em setembro, informou que faltavam apenas os últimos ajustes. Nesta terça-feira (3), voltou a anunciar a proximidade da conclusão, mas sem marcar a inauguração.


A falta de árvores é outro problema que chama atenção. Imagens aéreas divulgadas nas redes sociais mostram o novo calçadão com postes, estruturas de madeira para sombra, mesas e cadeiras, mas sem árvores ao longo de boa parte do passeio.


A Prefeitura afirma que o paisagismo ainda está sendo realizado. Não informou, porém, quantas árvores serão plantadas nem se haverá arborização no trecho já pavimentado. Sem sombra natural, o calor pode dificultar a permanência dos frequentadores, principalmente nos horários de sol mais forte.


A obra também inclui melhorias para o escoamento da água da chuva e a coleta de esgoto. A Águas do Rio anunciou a instalação de tubulações para levar o esgoto até a estação de tratamento (ETE) no bairro Boa Vista.


Enquanto a Prefeitura prepara a entrega da nova orla, ainda faltam informações sobre quanto a revitalização custará ao final, o que mudou nos contratos, quanto dinheiro já foi gasto e como será resolvida a falta de árvores no calçadão.


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